O México iniciou uma mudança relevante nas regras trabalhistas ao aprovar a redução gradual da jornada semanal de 48 para 40 horas. A medida, apoiada pelo governo da presidente Claudia Sheinbaum, prevê uma transição progressiva a partir de 2027, com diminuição anual até atingir o novo limite em 2030.
A proposta foi aprovada com ampla maioria no Congresso mexicano e busca enfrentar um cenário de longas jornadas. Atualmente, o país está entre os que mais trabalham no mundo, com mais de 2.200 horas anuais por trabalhador, segundo dados internacionais. A mudança pretende melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, sem redução de salários.
Brasil discute proposta semelhante, mas ainda sem aprovação
Enquanto o México já definiu um cronograma, o Brasil ainda debate mudanças no modelo atual. Hoje, a jornada padrão é de até 44 horas semanais, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto para reduzir esse limite para 40 horas e ampliar o descanso semanal.
A proposta brasileira também prevê o fim da escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — e a adoção de dois dias de folga por semana, sem corte salarial. O objetivo é alinhar o país a uma tendência internacional, como a adotada no México e países da Europa.
No México, a implementação enfrenta críticas de setores empresariais, que apontam possíveis impactos nos custos. Já no Brasil, o debate ainda está em fase inicial no Legislativo, sem definição de prazo para votação.
Apesar das diferenças no estágio das reformas, os dois países refletem um movimento global de revisão das jornadas de trabalho, impulsionado por discussões sobre produtividade, saúde mental e qualidade de vida.





