O governo federal confirmou a liberação de um auxílio emergencial de R$ 800 por pessoa desabrigada para famílias que perderam a moradia após as fortes chuvas que atingiram Minas Gerais.
O repasse será feito às prefeituras e deve começar ainda em março, com o objetivo de garantir a compra imediata de colchões, alimentos e itens básicos para quem precisou deixar suas casas.
A medida foi anunciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que está no exercício da Presidência durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao exterior. Segundo Alckmin, o valor será destinado a cada pessoa desabrigada e integra um pacote de ações emergenciais coordenadas entre União, estado e municípios.
Auxílio emergencial e antecipação de benefícios sociais
Além do repasse direto às prefeituras, o governo também vai antecipar pagamentos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para as famílias atingidas. A estratégia, de acordo com o Planalto, é garantir renda imediata enquanto as cidades organizam abrigos e iniciam a reconstrução das áreas afetadas.
As ações se concentram principalmente em municípios da Zona da Mata mineira, como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, que decretaram estado de calamidade pública após deslizamentos, enchentes e destruição de imóveis. Somente em Juiz de Fora, mais de 3 mil pessoas ficaram sem moradia, segundo dados da Defesa Civil.
O governo federal também acionou a Defesa Civil Nacional e o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com apoio das Forças Armadas para resgates, retirada de escombros e logística de emergência. Há ainda a previsão de inclusão das famílias que perderam suas casas no programa Minha Casa, Minha Vida.
Segundo especialistas do Cemaden, a região enfrenta um dos períodos mais chuvosos da história recente, o que reforça a necessidade de respostas rápidas e integradas para reduzir danos humanos e sociais.





