Autoridades dos Estados Unidos emitiram um alerta inédito pedindo que a população permanecesse em casa por cerca de 15 horas diante da chegada de uma tempestade de inverno considerada histórica. A orientação foi acompanhada de medidas emergenciais em Nova York, onde vivem mais de 8 milhões de pessoas.
O prefeito Zohran Mamdani anunciou um toque de recolher temporário entre 21h de domingo e 12h de segunda-feira. Segundo ele, a cidade não enfrentava uma nevasca dessa magnitude há pelo menos uma década. “Evitem todas as viagens não essenciais”, afirmou durante coletiva, reforçando os riscos à segurança pública.
Tempestade: Nevasca histórica paralisa cidades e derruba voos
De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional, a tempestade trouxe nevascas intensas, ventos fortes e risco de inundações costeiras. Em Nova York, a previsão indicava entre 45 e 60 centímetros de neve, podendo chegar a 70 centímetros em áreas específicas. No pico do fenômeno, a neve poderia cair a um ritmo de até oito centímetros por hora, reduzindo drasticamente a visibilidade.
Com as condições extremas, ruas, pontes e rodovias foram fechadas, e apenas deslocamentos considerados urgentes foram autorizados. As escolas públicas suspenderam as aulas, enquanto abrigos emergenciais foram ativados para atender pessoas em situação de vulnerabilidade.
O impacto se espalhou por toda a região. Em Nova Jersey, a governadora Mikie Sherrill decretou estado de emergência. Já em Boston, a prefeita Michelle Wu alertou para uma nevasca de “magnitude histórica”.
O setor aéreo também foi fortemente afetado. Mais de 5 mil voos foram cancelados, segundo o site FlightAware, com aeroportos de Nova York entre os mais impactados. Quedas de energia atingiram dezenas de milhares de residências, especialmente em Nova Jersey e no bairro do Queens.
As autoridades reforçaram que permanecer em casa foi a principal medida para reduzir riscos durante a tempestade.





