Visa e Mastercard são as duas principais bandeiras de cartões de débito e crédito no Brasil. Dessa maneira, fica difícil imaginar como seria se elas deixassem de funcionar por aqui. No entanto, existe um país localizado na América Central que enfrentará essa realidade a partir de sábado (6). Estamos falando de Cuba, que, segundo o Banco Central local, não conseguirá mais aceitar pagamentos por meio das bandeiras dessas empresas devido a sanções dos Estados Unidos.
Dessa maneira, turistas, empresas e moradores que dependem de pagamentos internacionais passarão a enfrentar uma nova barreira financeira no país. Isso também adiciona mais pressão sobre uma economia que já lida com dificuldades relacionadas à escassez de moeda estrangeira, baixa disponibilidade de produtos e limitações de acesso ao sistema bancário internacional.
Na prática, a restrição afeta pagamentos em hotéis, restaurantes, lojas e serviços que anteriormente aceitavam essas bandeiras globais. O governo cubano argumenta que, em função das sanções norte-americanas, o banco estrangeiro responsável pelo processamento das operações com as duas bandeiras encerrará a parceria com a FINCIMEX, companhia cubana que fazia a intermediação das transações.
A restrição citada por Cuba é a Ordem Executiva nº 14404, assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 1º de maio, que permite a aplicação de sanções e punições contra cidadãos e órgãos vinculados às forças policiais e militares da administração de Cuba, bem como a sujeitos apontados por atos opressores no território cubano e por colocarem em risco a integridade nacional norte-americana. Essa foi mais uma de uma série de medidas dos americanos contra o país caribenho.
Outras formas de realizar pagamentos no país
Além da possibilidade de realizar pagamentos utilizando dinheiro em espécie, as pessoas também podem utilizar cartões nacionais, como o Tropical e o Classic. Há também opções internacionais, como as bandeiras Mir e UnionPay.





