O Governo do Brasil anunciou uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas que pode mobilizar até R$ 8,2 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2026. A proposta integra o Novo Desenrola Brasil e abre caminho para que trabalhadores utilizem parte do saldo para regularizar débitos em atraso.
A medida foi formalizada após assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como foco reduzir a inadimplência no país. Dados do Banco Central do Brasil indicam que o programa pode alcançar mais de 100 milhões de pessoas.
Medida permite usar FGTS para pagar dívidas dentro do novo Desenrola Brasil
Na prática, será possível usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para quitar ou reduzir dívidas. O processo não envolve saque direto ao trabalhador. O valor é transferido pela Caixa Econômica Federal diretamente para a instituição credora, mediante autorização.
O Desenrola voltado às famílias inclui dívidas feitas até janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos. Entram nessa lista débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Os descontos podem chegar a 90%, com juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes.
Além disso, trabalhadores que aderirem à modalidade com uso do FGTS terão algumas restrições temporárias. Entre elas está a impossibilidade de contratar o saque-aniversário até recompor o valor utilizado. Também haverá monitoramento do CPF, com bloqueio de transferências para plataformas de apostas por até um ano.
Outra frente da medida prevê a liberação de R$ 7,7 bilhões em saldos retidos do FGTS para trabalhadores demitidos entre 2020 e 2025 que aderiram ao saque-aniversário.
A iniciativa amplia a possibilidade do uso do FGTS e pode aliviar o orçamento, mas especialistas alertam que a reorganização financeira continua sendo essencial para evitar novos atrasos.





