Para fortalecer a autonomia garantida por meio de leis exclusivas para idosos, muitos países permitem que os cidadãos continuem conduzindo seus próprios veículos mesmo após chegar à terceira idade. Todavia, para isso, é preciso lidar com exigências mais rígidas.
Afinal, é inegável que, com o avanço da idade, o organismo se torna mais suscetível a alterações físicas e mentais que podem comprometer o desempenho no trânsito. Com isso, diversas nações optam por adotar normas que facilitem o monitoramento desse tipo de situação.
Um desses locais é a Espanha, onde uma decisão recente do governo e da Direção-Geral de Trânsito (DGT) reduziu os prazos de renovação das carteiras de habilitação para cidadãos com mais de 65 anos.
Conforme divulgado pelo portal El Cronista, pessoas que integram a faixa etária precisarão renovar o documento a cada 5 anos. Já para cidadãos com mais de 70 anos, o prazo é ainda menor, chegando a apenas 2 anos.
No processo de renovação, a aptidão para dirigir será avaliada e, em caso de reprovação, a DGT ordenará a suspensão da carteira de motorista, impossibilitando que o condutor continue dirigindo sem antes regularizar sua situação.
Requisitos para renovar a carteira de segurança na Espanha
Em entrevista, o diretor geral do DGT, Pere Navarro, ressaltou que as novas restrições foram adotadas principalmente por questão de segurança, tendo em vista que muitas doenças que afetam a população idosa podem comprometer suas habilidades no volante.
Nesse contexto, cidadãos que apresentarem doenças cardíacas, respiratórias, crônicas, degenerativas, vasculares, endócrinas e oncológicas, bem como transtornos psiquiátricos e problemas de visão, correm o risco de não conseguir renovar a carteira de motorista.
E é importante ressaltar que o DGT reconhece que esses problemas não afetam apenas os idosos. Sendo assim, condutores mais jovens que sofrem das mesmas condições também podem perder o acesso ao documento.





