O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que pretende deixar o cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias. A saída deve ocorrer ainda na próxima semana e faz parte das articulações políticas para as eleições de 2026, quando o petista pode disputar o governo do estado de São Paulo.
Segundo o próprio Haddad, a definição da data exata depende de compromissos oficiais do presidente Lula, incluindo uma possível viagem internacional. Caso integre a comitiva presidencial, a saída poderá ocorrer em uma data diferente. Ainda assim, o ministro afirmou que a despedida do cargo já está praticamente acertada.
Saída abre caminho para disputa em São Paulo
Nos bastidores do governo, aliados indicam que o anúncio público pode acontecer durante um evento político em São Paulo, possivelmente na 17ª Caravana Federativa, prevista para os dias 19 e 20 de março, que deve contar com a presença de Lula e de outros ministros.
A saída de Haddad ocorre em meio às movimentações do Partido dos Trabalhadores para as eleições de 2026. Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar cargos eletivos precisam deixar suas funções até seis meses antes do pleito.
Dentro do governo, cresce a expectativa de que Haddad seja o candidato apoiado por Lula para enfrentar o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas, considerado hoje um dos nomes mais fortes da política no estado.
Enquanto o anúncio oficial não ocorre, a pré-campanha já começa a ser estruturada. O marqueteiro Otávio Antunes, que já trabalhou em campanhas anteriores de Haddad, deve integrar a equipe, ao lado de lideranças do PT.
Com a saída do ministro, o nome mais cotado para assumir o comando da Fazenda é o do atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, considerado um dos principais auxiliares de Haddad na condução da política econômica do governo.





