Um erro no sistema judicial fez com que um trabalhador da Paraíba passasse mais de 48 horas preso por um crime que nunca cometeu.
Confundido com um homem de mesmo nome condenado por roubo qualificado, José Wellington Alves de Lima agora se prepara para pedir uma indenização que pode chegar a R$ 70 mil por danos morais. A ação será movida contra o Estado do Rio Grande do Norte, onde o mandado de prisão foi expedido.
Erro judicial leva trabalhador à prisão injusta e expõe falha grave no sistema
O caso teve início após a Justiça potiguar emitir uma ordem de prisão com dados pessoais incorretos, incluindo o CPF do José Wellington errado. A partir dessas informações, policiais chegaram até o endereço do paraibano, que foi preso enquanto trabalhava. Sem antecedentes criminais, ele acabou levado à delegacia e, posteriormente, transferido para uma unidade prisional no interior da Paraíba.
Mesmo após familiares e advogados apontarem a existência de dois homens com o mesmo nome, a prisão foi mantida em audiência de custódia. Apenas dias depois, a defesa conseguiu comprovar oficialmente a troca de dados. O próprio Ministério Público reconheceu o equívoco, o que levou à expedição do alvará de soltura.
O impacto da prisão foi imediato. Além do abalo emocional, José Wellington relatou medo de perder o emprego e dificuldades enfrentadas pela família durante os dias em que esteve encarcerado. Ao deixar a prisão, foi recebido por amigos e parentes, comovidos pela situação.
Para o advogado do trabalhador, a indenização é uma forma mínima de compensar o constrangimento e o sofrimento causados por uma falha que poderia ter sido evitada com uma checagem mais rigorosa. Procurados, os órgãos públicos envolvidos afirmaram que seguiram os procedimentos legais, mas admitiram que o erro pode ter ocorrido ainda na fase inicial do processo.
Com informações do G1.





