O norte-americano Joe DiMeo carrega no próprio corpo uma história rara na medicina e marcada pela superação. Em 2021, ele entrou para os livros ao se tornar a primeira pessoa do mundo a passar com sucesso por um transplante simultâneo de rosto e das duas mãos.
Anos depois do procedimento, Joe voltou a falar publicamente sobre o período mais crítico de sua vida e destacou um fator inesperado como decisivo para sua sobrevivência: a musculação.
Academia antes do acidente foi decisiva para a recuperação
O acidente aconteceu em 2018, quando Joe tinha apenas 18 anos. Ele dormiu ao volante, perdeu o controle do carro e sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo. O jovem ficou meses internado, passou três meses e meio em coma induzido e acordou em uma unidade especializada em queimados, sem reconhecer a própria realidade.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Joe contou que costumava treinar com frequência antes do acidente. Segundo ele, esse hábito fez toda a diferença. Ao despertar do coma, havia perdido mais de 13 quilos de massa muscular.
Ainda assim, os médicos explicaram que o condicionamento físico prévio ajudou seu corpo a resistir ao trauma extremo. “Se eu não tivesse aquela massa muscular, provavelmente não teria sobrevivido”, relatou.
A recuperação foi longa e dolorosa. Joe precisou reaprender a andar, a segurar objetos e até a se alimentar. Com o rosto severamente queimado e sem os dedos das mãos, ele voltou a morar com os pais, que passaram a ajudá-lo nas tarefas mais simples do dia a dia.
Em 2021, aos 22 anos, Joe passou por duas cirurgias complexas e ainda consideradas experimentais: o transplante de rosto e o de mãos. Hoje, Joe compartilha sua trajetória para inspirar outras pessoas e lançou um livro contando sua história de dor, reconstrução e resiliência.





