Com a chegada do verão, o horário de verão volta a ser tema de debates e curiosidade. Introduzido pela primeira vez no Brasil em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas, este ajuste no relógio visa otimizar o aproveitamento da luz solar, reduzindo o consumo de energia elétrica.
A prática surgiu mundialmente em 1784, quando Benjamin Franklin sugeriu, ainda que de forma rudimentar, que acordar mais cedo poderia economizar velas.
Evolução histórica do horário de verão
O horário de verão ganhou força durante a Primeira Guerra Mundial, quando países europeus como a Alemanha e o Reino Unido adotaram a medida para conservar energia.
Nos anos seguintes, o horário de verão oscilou entre aprovação e controvérsia. No Brasil, foi interrompido e retomado várias vezes até ser suspenso em 2019. Estudos mostraram que a mudança não trazia mais os benefícios energéticos esperados.
Impactos do horário de verão no Brasil
No Brasil, o horário de verão tem impacto variado. Regiões distantes da linha do Equador, como Sudeste e Sul, observam uma clara diferença na luminosidade entre estações. Isso torna a prática mais eficaz nessas áreas.
Já no Norte e Nordeste, onde há menos variação de luz, os benefícios são menores. Historicamente, as regiões Sudeste e Sul foram as mais beneficiadas.
Por que o horário de verão gera debates?
Quando suspenso em 2019, o horário de verão gerou reações distintas. Setores como bares e restaurantes defendem que o horário estende o consumo noturno, impulsionando a economia.
No entanto, estudos destacam mudanças nos padrões de consumo, com maior demanda energética nas manhãs. Isso questiona a eficácia do horário de verão como ferramenta de economia energética.
O retorno do horário de verão no Brasil é incerto e não está previsto, dispensando os brasileiros do ajuste dos relógios. Embora algumas associações submetam sua volta, especialmente em tempos de crise energética, avaliações técnicas sugerem que o impacto econômico seria pequeno.





