A análise do conteúdo armazenado no dispositivo móvel de Daniel Vorcaro revelou, conforme apurações da colunista Malu Gaspar, publicadas no jornal O Globo, que o empresário já demonstrava interesse na condução do caso que antecedeu sua prisão.
Um dos registros identificados pelos investigadores aponta que, em 16 de novembro de 2025, o ex-controlador do Banco Master utilizou ferramentas de busca na internet para consultar o nome do magistrado à frente do processo.
No dia seguinte, na noite de 17 de novembro, Vorcaro foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos. De acordo com a corporação, ele pretendia embarcar em uma aeronave particular com rota para Dubai e escala em Malta, o que levantou a suspeita de uma tentativa de evasão do país.
O mesmo dia da pesquisa no mecanismo de busca também concentrou outros registros atribuídos ao empresário. Informações divulgadas pelo Estadão indicam que Vorcaro fez anotações em um bloco de notas do telefone.
O texto mencionava o juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Criminal Federal, com a seguinte pergunta direcionada a um contato que não foi identificado: “Vocês são próximos?”. O sistema de mensagens utilizado, conforme os dados, operava no modo de visualização única.
Investigação
Para a Polícia Federal, o material extraído do aparelho de Vorcaro sustenta a percepção de que ele possuía conhecimento antecipado sobre diligências do inquérito, que na época corria sob segredo de justiça.
Os investigadores passaram a considerar os fragmentos recuperados do telefone como elementos centrais no avanço das apurações. O conteúdo, conforme relatado, sugere não apenas um acompanhamento sistemático do processo por parte do empresário, mas também tentativas de identificar autoridades diretamente envolvidas.
Além disso, o teor das conversas e das pesquisas alimenta uma linha de investigação paralela sobre a possibilidade de vazamento de informações sigilosas ou acesso não autorizado a dados protegidos.





