A partir de 2026, os aposentados e pensionistas do INSS já podem contar com um dinheiro a mais na conta.
O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou que o piso nacional será ajustado para R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual. O reajuste entra em vigor em janeiro, mas o novo benefício só será pago efetivamente em fevereiro, como ocorre todos os anos.
Reajuste segue regra criada para valorizar o salário mínimo
O aumento de 6,79% foi definido após a divulgação do INPC acumulado em 12 meses até novembro, índice que serve de base para o cálculo oficial.
Desde 2023, a política de valorização do salário mínimo combina dois fatores: a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos anteriores — fórmula que busca evitar perdas de poder de compra, especialmente entre idosos que dependem integralmente do benefício.
Apesar disso, o governo trabalha com um limite: o reajuste total não pode ultrapassar em mais de 2,5 pontos percentuais a inflação do período. A regra foi criada para impedir que despesas federais — como aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais — cresçam acima da capacidade do orçamento.
O INPC de novembro mostrou desaceleração: 0,03%, bem abaixo dos 0,33% registrados no mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,18%, também inferior ao período anterior.
Esse movimento ajudou a reduzir a projeção inicial do novo salário mínimo, que chegou a ser estimado em R$ 1.630 no PLDO e depois em R$ 1.627 na LDO aprovada pelo Congresso.
Para os idosos que recebem o piso, o impacto é direto: o valor-base do benefício aumenta, assim como adicionais e pagamentos vinculados ao mínimo. O governo reforça que a política atual busca estabilidade — garantindo reajustes reais quando houver espaço fiscal, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.





