Mesmo passando longos períodos fora do Brasil por conta de trabalhos internacionais, Wagner Moura mantém Salvador como ponto de retorno. Sempre que está na capital baiana, o ator costuma ficar em um apartamento localizado no tradicional Edifício Oceania, na Barra, um dos endereços mais simbólicos e valorizados da cidade.
O prédio fica em frente ao Farol da Barra, cartão-postal de Salvador, e reúne história, arquitetura preservada e vista privilegiada para o mar. Atualmente, apartamentos no local podem chegar à casa dos R$ 2 milhões, refletindo a valorização recente da região.
Edifício histórico e endereço icônico
Inaugurado em 1943, o Edifício Oceania entrou para a história como o primeiro prédio residencial em formato de condomínio da Bahia. Com fachada em estilo art déco, o imóvel atravessou décadas praticamente intacto e hoje é considerado um marco arquitetônico da orla soteropolitana.
O edifício conta com 48 apartamentos distribuídos em oito andares residenciais, com seis unidades por pavimento. As plantas são amplas, com três quartos e metragens generosas, característica comum às construções do período. Grande parte dos moradores vive no local há muitos anos, enquanto outros utilizam os imóveis como residência temporária.
Rotina simples e convivência entre vizinhos
Apesar da localização turística e do status do endereço, a rotina dentro do prédio contrasta com o movimento intenso da área externa. Portas abertas, conversas nos corredores e uma relação próxima entre moradores criam um ambiente que lembra antigas comunidades residenciais.
Segundo vizinhos, Wagner Moura circula pelo edifício com naturalidade sempre que está na cidade. O ator costuma cumprimentar moradores e conversar de forma informal, comportamento considerado comum dentro do condomínio. Para quem vive no local, a presença de artistas nunca foi tratada como atração.
Prédio já recebeu outros famosos
Ao longo das décadas, o Oceania também foi endereço temporário ou ponto de passagem de outras personalidades conhecidas. Nomes como Lázaro Ramos e Vladimir Brichta já foram vistos no prédio. Em períodos anteriores, figuras como Gilberto Gil, Pelé e Xuxa também frequentaram o local, contribuindo para o status simbólico do endereço.
Essa relação histórica com artistas e personalidades ajudou a consolidar o edifício como um dos mais emblemáticos da Barra.
Arquitetura preservada e estrutura interna
Internamente, o Oceania chama atenção pela estrutura vazada, com um espaço central no térreo que permite entrada de luz natural e circulação de ar. Nos andares superiores, corredores conectam áreas internas, facilitando o deslocamento e reforçando o clima de convivência entre moradores.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia desde 2008, o prédio preserva elementos originais, como o hall em mármore, portas antigas e plantas sem suítes. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios comuns a construções históricas, como adaptações tecnológicas e a limitação de vagas de garagem.
Valorização imobiliária e disputas por unidades
Após um período de desvalorização nos anos 1990, o Edifício Oceania voltou a se tornar altamente disputado com a revitalização da Barra. Atualmente, unidades à venda são raras e, quando aparecem no mercado, atingem valores milionários.
Aluguéis por temporada também chamam atenção, principalmente durante o Carnaval, quando os preços disparam devido à localização estratégica para os circuitos da festa.





