Famílias que recebem o Bolsa Família ganharam mais tempo para cumprir uma nova exigência do governo federal. O prazo para realizar o cadastro biométrico, que será obrigatório para manter, renovar ou solicitar benefícios sociais, foi estendido até 31 de dezembro de 2026. A mudança foi oficializada por meio de portaria conjunta publicada no fim de abril.
A medida amplia o período de adaptação e busca evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade fiquem sem acesso ao benefício por dificuldades no processo. Antes, o limite estava previsto para abril de 2026. Agora, o governo aposta em uma implementação gradual, com cronogramas e orientações que ainda serão divulgados.
Prazo ampliado evita bloqueios e garante transição gradual para exigência de biometria
Na prática, o cadastro biométrico passará a ser um requisito essencial para programas sociais. Isso inclui não apenas o Bolsa Família, mas também outros benefícios ligados à seguridade social. A exigência está prevista em lei e faz parte de um esforço para aumentar a segurança, reduzir fraudes e melhorar a gestão dos recursos públicos.
Quem já possui biometria registrada em documentos oficiais, como a nova Carteira de Identidade Nacional, título de eleitor, carteira de habilitação ou passaporte, não precisa se preocupar neste momento. Esses registros já atendem às regras exigidas.
Para quem ainda não tem, a recomendação é buscar a emissão de um documento com biometria, com prioridade para a nova identidade nacional, que deve se tornar padrão obrigatório nos próximos anos.
Apesar da exigência, o governo reforça que não haverá bloqueio imediato de benefícios. A transição será feita de forma progressiva, justamente para garantir que nenhuma família seja prejudicada durante o processo.
A expectativa é que a medida fortaleça o controle dos programas sociais, ao mesmo tempo em que amplia a confiabilidade dos dados e assegura que os recursos cheguem a quem realmente precisa.





