No Brasil, manter um carro pode pesar no bolso não apenas na hora da compra, mas também ao longo dos anos.
Um dos principais vilões é o IPVA, imposto estadual cobrado anualmente e que, dependendo do modelo e do estado, pode ultrapassar facilmente os R$ 7 mil. Em países vizinhos, porém, a realidade é bem diferente — e o Paraguai se tornou um exemplo recorrente dessa comparação.
Como funciona o imposto sobre veículos no Paraguai
Ao contrário do Brasil, o Paraguai não cobra um imposto proporcional ao valor do carro todos os anos. No lugar do IPVA, existe a chamada Habilitación Vehicular, uma taxa municipal de valor fixo, paga para que o veículo possa circular legalmente.
Em média, esse custo anual gira em torno de R$ 350, mesmo para carros novos ou de maior valor. O sistema é mais simples, com menos camadas de tributos e uma burocracia reduzida.
Essa diferença começa já na compra. No Brasil, o preço de um carro zero inclui uma carga tributária que pode chegar a 45%, somando IPI, ICMS, PIS e Cofins. No Paraguai, a estrutura é mais enxuta: basicamente, o consumidor paga o imposto sobre valor agregado e taxas administrativas menores, o que deixa o veículo mais acessível desde o início.
Quando se fala em importação, ambos os países cobram impostos, mas em proporções distintas. No Brasil, a carga pode ultrapassar 70% do valor do carro. Já no Paraguai, o impacto é menor, justamente pela ausência de vários tributos federais existentes por aqui.
Apesar da aparente vantagem, especialistas alertam que a economia só é válida para quem tem residência fiscal e legal no Paraguai. Brasileiros que circulam com veículos registrados no país vizinho sem cumprir essas exigências podem enfrentar multas, apreensão do automóvel e problemas com a Receita Federal no Brasil aqui.





