O que antes era visto apenas como lixo ganhou uma nova utilidade no Quênia. A engenheira Nzambi Matee desenvolveu uma tecnologia capaz de transformar resíduos plásticos em tijolos altamente resistentes, criando uma alternativa sustentável e acessível para a construção civil.
A inovação é aplicada pela empresa Gjenge Makers, fundada pela própria engenheira. O projeto tem chamado atenção internacional por unir impacto ambiental, eficiência estrutural e geração de renda.
Tecnologia reaproveita plástico e cria material mais resistente que concreto
O processo consiste em misturar diferentes tipos de plástico reciclado com areia. Após serem aquecidos e moldados, os materiais passam por prensagem até se transformarem em blocos sólidos, prontos para uso em pavimentação e construção.
Segundo a criadora, os tijolos podem ser até duas vezes mais resistentes que o concreto convencional. Para chegar a esse resultado, foram necessários meses de testes e ajustes até encontrar a combinação ideal de materiais.
A matéria-prima vem, principalmente, de áreas com alto acúmulo de lixo, como o aterro de Dandora, em Nairóbi, além de resíduos recolhidos em rios da região. Com isso, a iniciativa também contribui para reduzir a poluição urbana.
Além do impacto ambiental, o projeto movimenta a economia local. A empresa já gerou mais de 100 empregos diretos e indiretos, envolvendo recicladores, jovens e trabalhadores da cadeia de reaproveitamento.
Outro destaque é a capacidade de produção: a Gjenge Makers consegue fabricar milhares de blocos por dia, reutilizando toneladas de plástico que antes seriam descartadas.
O trabalho de Nzambi Matee ganhou reconhecimento global, incluindo um prêmio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que destacou a iniciativa como uma solução inovadora para um dos maiores desafios ambientais da atualidade.





