O processo para contratação de crédito já foi extremamente burocrático, com clientes precisando lidar com contratos complexos e análises extensas para ter acesso ao valor solicitado. Contudo, a digitalização dos serviços financeiros facilitou todo o trâmite.
Por conta disso, até mesmo jovens entre 15 e 25 anos passaram a ter acesso a empréstimos sem muitas dificuldades. Só que, segundo um levantamento recente desenvolvido pelo Banco Central, essa simplificação não foi totalmente positiva.
Afinal, de acordo com dados apresentados pelo documento, a redução de barreiras para a contratação de crédito resultou em um aumento massivo de jovens endividados no país, chegando a 27,6 milhões em 2024.
O índice equivale a pouco mais que o dobro do número registrado em 2016 (13,7 milhões) e serve de alerta para as fragilidades do processo feito por meio de plataformas digitais, considerando que os empréstimos podem ser solicitados sem análise detalhada.
Informações divulgadas pela Serasa revelam que jovens entre 18 e 25 anos já representam 11,2% dos brasileiros com dívidas em atraso. Com isso, fica evidente que o endividamento no país tem começado com cada vez mais antecedência.
A origem das dívidas: por que jovens têm solicitado mais empréstimos?
Empréstimos geralmente são solicitados para cobrir despesas imprevistas, organizar finanças ou realizar investimentos. E vale destacar que, no caso dos jovens, a decisão de contratar crédito é influenciada por motivos muito semelhantes.
Muitas vezes, o crédito acaba sendo utilizado para quitar dívidas mais altas, adquirir bens ou complementar a renda, tendo em vista que grande parte dessa população possui uma renda de até dois salários mínimos.
Em contrapartida, há também um forte movimento de jovens que busca investir em negócios próprios para conquistar autonomia financeira. Nesses casos, o crédito acaba servindo como capital de giro ou investimento para a compra de recursos importantes, como equipamentos e programas de informática





