Em 2026, o Brasil enfrenta um cenário preocupante no mercado de trabalho para jovens entre 14 e 24 anos. Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que 6,2 milhões de jovens nascidos entre 2002 e 2012 não estudam nem trabalham, denominados “nem-nem”.
Dos 32,9 milhões de jovens no Brasil, 13,9 milhões estão empregados. No entanto, a rotatividade é alarmante, com 52% desses jovens permanecendo menos de um ano em seus empregos. Isso demonstra instabilidade.
Impacto da educação e da capacitação
Além dos 6,2 milhões no grupo “nem-nem”, 12,8 milhões de jovens estão focados exclusivamente em seus estudos. Com 73% dos jovens possuindo, ao menos, o ensino médio, a educação tem sido priorizada. Contudo, a conversão desse investimento em empregos formais ainda é uma barreira a ser superada.
Enquanto estratégias educacionais buscam aumentar a empregabilidade, o maior desafio é criar conexões efetivas com o mercado de trabalho.
Desemprego juvenil
Os índices de desemprego juvenil são elevados. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, a taxa é de 25,1%, enquanto, entre jovens de 18 a 24 anos, é de 13,8%.
Ampliar a oferta de programas de capacitação voltados à inovação e às demandas atuais do mercado de trabalho é visto como crucial.
Diante dessa situação, o MTE planeja intensificar os monitoramentos e fortalecer políticas públicas voltadas à educação e capacitação profissional. Esforços contínuos são vistos como necessários para recuperar os indicadores de empregabilidade pré-pandemia.





