Na noite desta terça-feira (9), o Brasil foi derrotado para a Bolívia por 1-0 na última partida válida pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, marcando a pior campanha da história da Seleção na fase de classificação para o Mundial. A partida aconteceu em El Alto, cidade a 4100m acima do nível do mar.
O gol da vitória boliviana foi marcado por Miguelito, de pênalti. O jogador que hoje disputa a Série B do Campeonato Brasileiro, pelo América Mineiro, garantiu a classificação dos donos da casa para a repescagem da Copa, podendo quebrar jejum de 32 anos sem disputar a principal competição do planeta.
Brasil alternativo sofre com altitude
Da última partida contra o Chile, Ancelotti repetiu apenas dois nomes, Bruno Guimarães e Alisson. Em fase de testes de acordo com o italiano, o Brasil entrou em campo com: Alisson; Vitinho, Fabrício Bruno, Alexsandro e Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães e Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison.
Com nove mudanças no time titular, a equipe teve dificuldade para criar jogadas. Samuel Lino e Richarlison foram os que mais sentiram os efeitos da altitude. Já a Bolívia apostou em chutes de média distância, aproveitando a velocidade da bola, mas sem levar muito perigo. O lance decisivo veio em um pênalti duvidoso cometido por Bruno Guimarães, convertido por Miguelito.
No segundo tempo, Alisson ainda evitou que o placar fosse ampliado ao fazer uma defesa espetacular após cabeçada de Algarañaz.
Ao final do jogo, jogadores brasileiros reclamaram de bolas murchas e da demora na reposição por parte dos gandulas. Em alguns momentos, até uma segunda bola apareceu em campo enquanto o Brasil atacava, o que irritou a delegação.
O “novo” Roberto Carlos
Um detalhe curioso chamou atenção: o lateral-esquerdo boliviano que sofreu o pênalti se chama Roberto Carlos Fernández, homônimo do lendário lateral da Seleção Brasileira campeão mundial em 2002.
Fernández tem 26 anos, foi revelado pelo Blooming, destacou-se pelo Bolívar e atualmente joga no Akron Tolyatti, da Rússia. Contra o Brasil, foi um dos destaques da equipe boliviana, mostrando força física e disciplina tática para conter as investidas ofensivas pela esquerda.





