Valentino Garavani, um dos nomes mais influentes da história da moda, morreu aos 93 anos, em Roma. A informação foi confirmada pelo perfil oficial do estilista, que destacou que ele partiu de forma tranquila, cercado por familiares. A causa da morte não foi divulgada. A notícia mobilizou o setor fashion e repercutiu entre celebridades, casas de alta-costura e admiradores ao redor do mundo.
Em Roma, a despedida terá caráter público. O velório será realizado na Piazza Mignanelli, na quarta e quinta-feira, entre 11h e 18h, permitindo que fãs e profissionais da área prestem homenagens. O funeral está marcado para sexta-feira, às 11h, na Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, um dos templos mais simbólicos da cidade.
Do ateliê à consagração internacional
Nascido em Vorghera, na Itália, Valentino estudou moda ainda jovem e construiu parte da carreira em ateliês franceses, onde trabalhou com mestres como Jacques Fath, Balenciaga, Guy Laroche e Jean Dessès. Em 1959, retornou ao seu país e fundou a própria marca. No ano seguinte, conheceu Giancarlo Giammetti, parceiro nos negócios e na vida, com quem transformou a Valentino em um império global.
O estilista ficou conhecido pelo tom escarlate que se tornaria sua assinatura, o chamado “vermelho Valentino”. Suas criações vestiram gerações de estrelas, de Elizabeth Taylor e Audrey Hepburn a Gwyneth Paltrow, Nicole Kidman e Anne Hathaway. O reconhecimento ultrapassou passarelas e tapetes vermelhos, consolidando a grife como sinônimo de elegância atemporal, sofisticação e precisão artesanal.
A marca ganhou projeção histórica ao ser escolhida por Jackie Kennedy após o assassinato de John F. Kennedy, e seguiu presente no cinema, inclusive com uma participação do próprio estilista em “O Diabo Veste Prada”. Em 2008, Valentino se despediu das passarelas em um desfile no Museu Rodin. Hoje, a direção criativa é assinada por Alessandro Michele.





