Conhecida por sua voz etérea e pelas melodias que evocam paz e espiritualidade, a cantora irlandesa Enya — nascida Eithne Pádraigín Ní Bhraonáin, em 1961 — escolheu viver longe dos holofotes e até mesmo longe deste século. Enquanto muitos artistas da sua geração buscaram fama e turnês mundiais, ela optou pela reclusão em um castelo vitoriano com mais de 150 anos de existência à beira-mar, na Irlanda.
Desde 1997, Enya vive em Manderley Castle, em Killiney, nos arredores de Dublin. A propriedade, erguida em 1840 e restaurada após um incêndio, tem estilo neogótico e é cercada por altos muros e jardins que se estendem por mais de 3 hectares.
Enya trocou os palcos pelo silêncio e transformou um castelo irlandês em seu refúgio
Antes de pertencer à artista, o local já foi conhecido como Castelo Vitória e Castelo Ayesha e já serviu até como hospital na 1ª Guerra Mundial. Ao comprá-lo por cerca de US$ 4 milhões, Enya o rebatizou em homenagem à mansão fictícia de Rebecca, clássico de Daphne du Maurier.
Isolada, mas não solitária, Enya divide o castelo com seus gatos, que são sua companhia constante. Em raras entrevistas, ela afirma que a reclusão é uma escolha consciente, essencial para preservar a inspiração e manter o foco na música. “A fama nunca me atraiu. Sempre quis que a música, e não eu, fosse o centro das atenções”, declarou ao The Independent.
A decisão de viver afastada também tem um motivo de segurança: a cantora já foi alvo de perseguições e tentativas de invasão. Por isso, transformou o castelo em uma fortaleza, símbolo de proteção e liberdade.
Hoje, aos 64 anos, Enya dedica qualquer tipo de exposição exclusivamente para sua música e segue compondo e gravando em seu estúdio particular, cercada pelo som do mar da Irlanda.





