Aquela louça marrom que por anos fez parte das refeições em família, especialmente na casa dos avós, deixou de ser apenas um item comum da cozinha para se transformar em objeto de desejo no mercado de colecionadores.
O clássico prato de vidro âmbar da Duralex, tão popular entre as décadas de 1980 e 1990 no Brasil, hoje pode alcançar valores surpreendentes.
Pratos clássicos da Duralex viram itens disputados por colecionadores e podem ultrapassar R$ 500
Produzido originalmente na França, pela marca fundada em 1945, o utensílio se destacou mundialmente por sua resistência. Feito de vidro temperado, o material é até duas vezes mais durável que o vidro comum, suportando choques térmicos e pequenas quedas.
No Brasil, a popularização aconteceu a partir dos anos 1980, quando a linha passou a ser distribuída em larga escala, tornando-se presença constante em lares e restaurantes.
O que antes era sinônimo de praticidade e preço acessível ganhou, com o tempo, um novo significado. A interrupção da produção de algumas linhas, especialmente a versão âmbar, reduziu a oferta no mercado e aumentou a procura. Esse cenário despertou o interesse de colecionadores e amantes de itens retrô, elevando o valor das peças.
Hoje, um único prato bem conservado pode ultrapassar os R$ 500, enquanto conjuntos completos chegam a custar até R$ 2 mil em plataformas de revenda. O estado de conservação, a originalidade e a raridade influenciam diretamente no preço final.
Além da escassez, outro fator impulsiona essa valorização: a memória afetiva. Para muitos compradores, a louça representa mais do que um objeto — é uma conexão direta com momentos da infância e reuniões familiares.
Diante disso, especialistas recomendam atenção antes de descartar utensílios antigos. O que parece ultrapassado pode, na verdade, ser um pequeno tesouro escondido dentro de casa.





