Quem olhar para o céu na noite de 31 de maio pode se deparar com um dos fenômenos astronômicos mais comentados dos últimos anos: a chamada “Lua Azul”. Apesar do nome curioso, a Lua Azul não muda de cor e continuará com o aspecto tradicional de uma lua cheia comum.
O fenômeno acontece quando duas luas cheias ocorrem dentro do mesmo mês do calendário — algo considerado raro por causa do ciclo lunar, que dura cerca de 29 dias e meio. Como a primeira lua cheia de maio ocorreu logo no início do mês, haverá tempo suficiente para uma segunda antes do encerramento de maio.
Como observar a Lua Azul da melhor forma
Segundo a NASA, o evento poderá ser observado em diversas partes do mundo sem necessidade de telescópios ou equipamentos especiais. Basta que o céu esteja limpo e com pouca nebulosidade.
A expressão “uma vez a cada Lua Azul”, bastante popular em países de língua inglesa, surgiu justamente por causa da raridade do fenômeno, que costuma ocorrer apenas a cada dois ou três anos.
Especialistas recomendam procurar locais afastados das luzes intensas das grandes cidades para ter uma visão mais nítida da lua cheia. Áreas abertas, zonas rurais e mirantes costumam oferecer as melhores condições para observação.
Embora a Lua não fique literalmente azul, existem situações extremamente raras em que ela pode adquirir tonalidades azuladas. Isso acontece quando partículas de fumaça ou poeira muito fina ficam suspensas na atmosfera após grandes incêndios florestais ou erupções vulcânicas.
O fenômeno encerra um mês movimentado para os apaixonados por astronomia. Em maio, observadores do céu também acompanharam a chuva de meteoros Eta Aquáridas, conhecida pelos rastros luminosos produzidos pelos fragmentos deixados pelo famoso Cometa Halley.





