A Lua vai protagonizar um espetáculo raro na madrugada de 3 de março.
O céu será palco de um eclipse lunar total, fenômeno popularmente chamado de Lua de Sangue, quando o satélite natural da Terra adquire tons avermelhados e alaranjados por pouco mais de uma hora. Mesmo com visibilidade limitada em parte do país, o evento desperta curiosidade científica — e emocional.
Por que a Lua fica vermelha durante o eclipse
O eclipse acontece quando Sol, Terra e Lua se alinham, fazendo com que a sombra do planeta cubra totalmente o satélite. Diferente de um simples “apagão”, a Lua não desaparece.
A explicação está na atmosfera terrestre: ao atravessá-la, a luz do Sol sofre um processo de filtragem, no qual os tons azulados se dispersam e apenas os vermelhos conseguem alcançar a superfície lunar. O resultado é esse efeito dramático que parece tingir a Lua de sangue.
Segundo dados divulgados pela NASA, a fase total do eclipse deve durar entre 58 minutos e pouco mais de uma hora, com o fenômeno completo se estendendo por várias horas. O início está previsto para as 5h44, o ápice ocorre por volta das 8h33, e o encerramento deve acontecer às 11h23, no horário de Brasília.
No Brasil, a observação será parcial. Moradores da região Oeste do país, especialmente na Amazônia, terão melhores chances de acompanhar parte do eclipse, desde que o céu esteja limpo. Já no Sul e no Sudeste, a Lua estará muito baixa no horizonte, dificultando a visualização. Em áreas do Nordeste, o fenômeno pode não ser visível.
Além do interesse científico, eclipses lunares costumam carregar um simbolismo especial para a astrologia e religiões que acreditam na conexão humana com os astros do universo.





