Preparem os telescópios e câmeras: nesta quinta-feira (4), a Lua vermelha e cheia promete impressionar os observadores do céu.
Lua Vermelha
Isso porque o satélite natural atingirá o perigeu, ponto mais próximo da Terra em sua órbita, transformando-se em uma Superlua, a última do ano. O fenômeno deve ser visível a olho nu, com aparência maior e mais luminosa do que as luas cheias comuns.
O que esperar da última Superlua de 2025
A Superlua ocorre quando o astro está em fase cheia e coincide com o perigeu ou se aproxima dele, reduzindo a distância entre Terra e o astro para cerca de 356 mil quilômetros. Em comparação, no ponto mais distante da órbita, chamado apogeu, a distância pode superar 406 mil km, gerando uma diferença perceptível no tamanho aparente do disco lunar.
Segundo Marcelo Zurita, astrônomo e presidente da Associação Paraibana de Astronomia, a definição do termo ainda gera debate na comunidade científica. “Embora a palavra tenha origem na astrologia e seja usada para popularizar a astronomia, o fenômeno é real e merece observação”, explica.
Nesta quinta-feira, o perigeu ocorrerá por volta das 8h da manhã (horário de Brasília), com a fase cheia acontecendo cerca de 12 horas depois, por volta das 20h.
Em dezembro, a Lua cheia recebe nomes tradicionais que refletem cultura e clima: Lua Fria, segundo os povos Mohawk, e Lua da Noite Longa, no Hemisfério Norte, ligada ao solstício de inverno. Entre os anglo-saxões, também é chamada de Lua Antes de Yule, em referência aos antigos festivais de celebração do solstício.
Além do espetáculo visual, a cheia de dezembro é associada a simbolismos de reflexão, perseverança e renovação, convidando a observar o céu e se conectar com o ritmo da natureza. Mesmo sem impacto científico direto, a Superlua desta quinta-feira é uma oportunidade única para admirar o astro em sua fase mais majestosa de 2025.





