Conhecido pelas críticas públicas à TV Globo, o empresário Luciano Hang autorizou uma investida que foi interpretada como, no mínimo, surpreendente: a Havan será uma das patrocinadoras da transmissão da Copa do Mundo de 2026, exibida pela emissora.
O torneio será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para junho, e deve concentrar alguns dos maiores investimentos comerciais da televisão brasileira neste ano. A varejista adquiriu uma chamada cota de apoio, formato em que a marca aparece de forma recorrente em intervalos comerciais e em ações de conteúdo ao longo da programação.
De acordo com o pacote comercial apresentado pela Globo aos anunciantes, cada cota desse tipo gira em torno de R$ 235 milhões. No mercado, o acordo é visto como parte de uma aproximação gradual entre a empresa de Hang e a emissora.
Copa do Mundo impulsiona receitas e reposiciona anunciantes
Este é o primeiro grande contrato da Havan vinculado diretamente a um produto da Globo. Até então, os investimentos mais robustos da empresa estavam concentrados em emissoras concorrentes, especialmente no SBT, onde Hang é considerado um dos principais parceiros comerciais e mantém ações fixas em programas de grande audiência.
A Globo projeta arrecadar cerca de R$ 1 bilhão com a venda de cotas da Copa do Mundo até o momento, mas a expectativa é chegar a quase R$ 2 bilhões somando TV aberta, SporTV e plataformas digitais. A emissora aposta no alcance dos jogos da seleção brasileira, que historicamente ultrapassam 100 milhões de espectadores.
A cobertura inclui a transmissão de todas as partidas da seleção, além de metade dos confrontos do mata-mata e da final, marcada para 19 de julho. Ao todo, estão previstos 55 jogos.
Para os anunciantes, o evento é visto como uma vitrine estratégica de alcance nacional, independentemente de alinhamentos editoriais ou históricos de posicionamento público.





