A música brasileira perdeu nesta semana um de seus nomes mais marcantes do romantismo popular. Morreu, aos 86 anos, em São Paulo, o cantor e compositor Nilton Cesar, artista que atravessou gerações com baladas que embalaram os anos 1960 e 1970 e ajudaram a definir uma época da canção nacional. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, Nilton Cesar construiu uma carreira marcada por melodias sentimentais e letras diretas, que encontraram eco em um público fiel. O velório ocorre nesta quarta-feira (28), das 17h30 às 19h30, no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, zona leste da capital paulista. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Crematório Vila Alpina. O artista deixa esposa e dois filhos.
Trajetória marcada pelo romantismo e grandes sucessos
Nascido Nilton Guimarães, em 1939, o cantor demonstrou interesse pela música ainda na infância. Aos 17 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de espaço no meio artístico. Para evitar confusão com outro cantor da época, adotou o nome artístico que o tornaria conhecido em todo o país.
A carreira ganhou impulso nos anos 1960, com passagens pela Rádio Tupi e presença constante no cenário musical da Jovem Guarda. Na década seguinte, Nilton Cesar consolidou-se como um dos principais intérpretes do romantismo brasileiro, recebendo o apelido de “Príncipe das Baladas”.
O maior sucesso veio com “Férias na Índia”, canção que vendeu cerca de 500 mil cópias e rendeu discos de ouro ao artista. O repertório inclui ainda títulos como “A Namorada que Eu Sonhei”, “Amor, Amor, Amor” e “Felicidade”.
A morte de Nilton Cesar gerou comoção entre artistas e admiradores. Nas redes sociais, amigos e fãs destacaram a importância de sua obra e o legado deixado à música brasileira.





