Apesar de ser um fast food, o McDonald’s quer se tornar uma opção viável para os clientes que buscam o emagrecimento através das famosas canetas emagrecedoras.
Com o avanço do uso de medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, a maior rede de fast food do mundo começou a testar adaptações no cardápio voltadas a esse público que consome menos, prioriza proteína e evita excessos.
Menos apetite, mais proteína: o novo perfil do consumidor
Durante uma teleconferência de resultados financeiros, executivos da companhia reconheceram que a popularização dos medicamentos emagrecedores já está impactando os padrões de consumo.
Segundo o CEO Chris Kempczinski, a empresa sabe que, à medida que a adesão aos GLP-1 cresce, o comportamento do cliente também muda — com menor consumo de lanches, redução de bebidas açucaradas e maior interesse por alimentos ricos em proteína. As informações foram divulgadas pelo Business Insider.
A vice-presidente Jill McDonald afirmou que o McDonald’s já possui produtos que conversam com esse perfil, como tiras de frango, wraps e sanduíches com maior densidade proteica. Ainda assim, a empresa estuda novas opções e ajustes, incluindo porções menores e composições com menos carboidratos, para manter a relevância junto a esse consumidor em tratamento.
Especialistas ouvidos pelo mercado avaliam que a mudança vai além de uma simples inovação de cardápio. Medicamentos como Ozempic e Mounjaro reduzem o apetite, diminuem pedidos por impulso e enfraquecem o tradicional combo com batata frita e refrigerante — pilar histórico do fast food. Isso pressiona o ticket médio e obriga redes globais a repensarem tamanho, preço e engenharia dos produtos.
Apesar do desafio, o McDonald’s entra nesse novo ciclo com resultados sólidos. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou lucro líquido de US$ 2,1 bilhões e receita de US$ 7,01 bilhões, superando as expectativas do mercado, segundo balanço citado pelo Business Insider.





