O mercado de medicamentos à base de semaglutida, conhecidas como “canetas emagrecedoras”, ganhou um novo capítulo no Brasil. O medicamento é utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e ganhou reconhecimento pela ação de perda de peso.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), definiu o preço máximo autorizado para o Ozivy, primeiro medicamento nacional do segmento produzido pela farmacêutica EMS.
A medida representa um dos últimos passos regulatórios antes da chegada do produto às farmácias e marca a entrada de um concorrente brasileiro em um mercado atualmente dominado por medicamentos importados, como Ozempic e Wegovy.
EMS aposta em preço mais baixo para ampliar acesso
Segundo a definição da CMED, o Ozivy foi enquadrado na categoria destinada a novas apresentações de princípios ativos já existentes. Com isso, o remédio recebeu teto de preço semelhante ao dos produtos que já utilizam a semaglutida. Para a versão de menor volume, o valor máximo sem incidência de impostos foi fixado em R$ 803,44.
Apesar do limite estabelecido pela regulamentação, a EMS informou que pretende comercializar o Ozivy com valores inferiores aos praticados atualmente pelos concorrentes. A expectativa da fabricante é oferecer o medicamento por cerca de 30% menos do que os produtos importados disponíveis no mercado.
Caso a estratégia seja mantida, a caneta poderá chegar às farmácias com preço próximo de R$ 630, valor abaixo do encontrado atualmente para medicamentos da mesma categoria.
O preço final ao consumidor, entretanto, pode variar conforme o estado. Isso ocorre porque a tributação do ICMS influencia diretamente o valor máximo permitido. Em São Paulo, por exemplo, o teto regulatório ultrapassa R$ 1,3 mil para determinadas apresentações do produto.





