Doenças cardiovasculares continuam liderando as estatísticas de mortalidade no mundo, e parte desse cenário começa em escolhas rotineiras que passam despercebidas.
De acordo com especialistas, dois hábitos bastante comuns estão diretamente ligados ao entupimento dos vasos sanguíneos e ao desenvolvimento de quadros graves, como infarto e AVC. O alerta foi detalhado pelo cardiologista Thiago Marinho à coluna de Cláudia Meireles, no Metrópoles.
Alimentação inadequada e sedentarismo aceleram o risco cardiovascular
As artérias são vasos que partem do coração e levam oxigênio e nutrientes para todas as células do corpo. Quando esse fluxo é prejudicado, o funcionamento de músculos, órgãos e tecidos entra em colapso.
Segundo Thiago Marinho, integrante do corpo clínico do Hospital Mater Dei Goiânia, o principal problema por trás desse processo é a aterosclerose — doença caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias.
O médico explica que dois comportamentos são decisivos para esse entupimento silencioso: má alimentação e sedentarismo. Dietas ricas em gordura, açúcar e ultraprocessados, associadas à falta de atividade física, criam um ambiente inflamatório constante no organismo. Esse cenário favorece o aumento do colesterol, da pressão arterial e da glicemia, fatores que agridem progressivamente as artérias.
Com o tempo, essas agressões lesionam a parede dos vasos e facilitam a formação das placas ateroscleróticas. O problema é que o processo costuma evoluir lentamente, ao longo de anos ou décadas, sem apresentar sintomas evidentes. Quando surgem sinais, como dor no peito ou falta de ar, a obstrução geralmente já está avançada.
Além do risco de infarto e acidente vascular cerebral, artérias comprometidas também podem levar à insuficiência renal e à insuficiência cardíaca, condição em que o coração perde força para bombear sangue.
Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento de fatores de risco são medidas simples, mas fundamentais, para manter os vasos saudáveis e reduzir as chances de complicações graves no futuro.





