Técnico é expulso no clássico contra o Corinthians e desfalca o Verdão na última rodada do Paulistão
Nem a vitória no clássico foi suficiente para evitar dor de cabeça no Palmeiras. Mesmo após o triunfo por 1 a 0 sobre o Corinthians, com o gol de Flaco Lopez, neste domingo, na Neo Química Arena, deixou o técnico Abel Ferreira tranquilo, ele fica de fora da próxima partida do time no Campeonato Paulista.
O treinador foi expulso aos 35 minutos do segundo tempo após receber dois cartões amarelos em sequência aplicados pelo árbitro Raphael Claus.
Reclamação e expulsão no segundo tempo
Após a partida, Abel questionou a decisão da arbitragem e afirmou que a expulsão foi exagerada. Segundo o português, a reclamação se deu por critérios diferentes na aplicação de cartões ao longo do jogo.
” A única coisa que fiz foi dizer que já tinham acontecido seis ou sete faltas. Uma falta sobre o Vitor Roque não teve cartão, e outra, no Maurício, na primeira falta, teve. Disse que tinha que ser justo. Nem gesticular posso” declarou o treinador.
O que diz a súmula
Na súmula da partida, Raphael Claus detalhou o motivo da expulsão. De acordo com o árbitro, Abel foi advertido inicialmente e, na sequência, voltou a reclamar das decisões.
” Após ter sido advertido com o cartão amarelo, o senhor Abel Fernando Moreira Ferreira bateu palmas de forma irônica em protesto contra a arbitragem” registrou Claus.
Com isso, o técnico terá que cumprir suspensão automática.
Desfalque na rodada final
Abel Ferreira não estará à beira do campo no próximo domingo, quando o Palmeiras enfrenta o Guarani, às 20h30 (de Brasília), pela última rodada da fase de grupos do Paulistão. Quem deve comandar o time é o auxiliar técnico, João Martins. Apesar do desfalque, o Verdão já está classificado para o mata-mata da competição.
Histórico disciplinar chama atenção
A expulsão reforça um histórico disciplinar intenso do treinador no futebol brasileiro. Desde que chegou ao Palmeiras, em novembro de 2020, Abel já acumula mais de 77 cartões amarelos e 11 cartões vermelhos, sendo o técnico mais advertido do país no período.
Somente no primeiro semestre de 2025, ele recebeu 11 amarelos e dois vermelhos em cerca de 30 partidas, números que frequentemente colocam o comandante no centro das discussões sobre arbitragem e comportamento à beira do campo.





