Pesquisadores brasileiros, incluindo nomes das universidades de São Paulo (USP) e Federal de Viçosa (UFV), desenvolveram um sensor inovador que transforma o diagnóstico de doenças neurológicas como Alzheimer e Parkinson. O dispositivo, que pode ser usado em casa, detecta estas condições a partir de uma amostra de urina e entrega resultados em apenas três minutos através de um smartphone.
O sensor opera analisando biomarcadores específicos na urina, como o ácido úrico e a dopamina. Estes biomarcadores são associados a diversas condições neurológicas e psiquiátricas, incluindo Alzheimer e Parkinson. Essa tecnologia portátil é comparável aos métodos laboratoriais tradicionais, aumentando o acesso a diagnósticos de saúde.
Uma das características que destacam este sensor é seu desempenho analítico, considerado comparável ao método padrão-ouro em laboratórios clínicos.
Materiais biodegradáveis
Além das capacidades diagnósticas, o sensor foi projetado com foco em sustentabilidade. Ele é construído a partir de poliácido lático (PLA), um material biodegradável e sustentável. Este uso de PLA não só oferece uma alternativa ambientalmente responsável aos plásticos convencionais, como também alinha o dispositivo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030.
O PLA é amplamente reconhecido e utilizado nos EUA, aprovado pelo FDA para diversas aplicações biomédicas.
Benefícios
Desenvolvimento apoiado pela FAPESP, o sensor representa um marco na saúde digital e no monitoramento contínuo de biomarcadores. Ele permite autogerenciamento da saúde, facilitando o acompanhamento de condições de saúde em tempo real. A expectativa é que, após testes conclusivos, o dispositivo esteja disponível ao público.
O sensor está em fase de testes rigorosos para garantir eficiência e segurança. O plano é expandir sua disponibilidade, garantindo melhor saúde e qualidade de vida a pacientes que precisam de monitoramento constante.





