Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Taiwan colocou novamente os tratamentos contra a calvície no centro das atenções.
Segundo os cientistas, um soro experimental aplicado em testes com animais conseguiu estimular o renascimento de fios em cerca de 20 dias, resultado que chamou a atenção da comunidade dermatológica internacional.
Como o tratamento age no couro cabeludo
A pesquisa se baseou em um mecanismo pouco explorado até agora: o papel das células de gordura localizadas sob a pele. Quando ocorre uma microlesão na região — algo comum em terapias dermatológicas — essas células iniciam um processo natural chamado lipólise, no qual a gordura é quebrada e libera ácidos graxos.
Esses compostos, segundo o estudo, atuam como um sinal para as células-tronco dos folículos, indicando que é hora de produzir novos fios.
Ao impedirem artificialmente essa quebra de gordura, os cientistas observaram que o crescimento capilar não ocorria. Mas, ao aplicarem ácidos graxos diretamente na pele dos ratos, os pelos voltaram a surgir nas áreas tratadas, em um intervalo inferior a três semanas.
Apesar do resultado animador, os especialistas reforçam que os experimentos ainda estão em fase inicial, e testes em humanos serão essenciais para confirmar segurança e eficácia.
Paralelamente, outra frente de pesquisa no Taiwan também apresentou avanços. Um tônico capilar produzido pela Schweitzer Biotech Company foi testado em 60 adultos e demonstrou aumento de até 25% na densidade capilar após oito semanas de uso contínuo.
A fórmula combina cafeína, proteínas estimuladoras de folículos e o extrato da planta Centella asiática, conhecida por propriedades regenerativas e anti-inflamatórias.
Dermatologistas apontam que compostos naturais como a Centella já são estudados há anos pela medicina tradicional, mas testes clínicos maiores ainda são necessários para validar o potencial do tônico e do novo soro.





