O surgimento de novos casos de um vírus altamente letal fora do radar da maioria da população levou o Ministério da Saúde a se pronunciar oficialmente e acender um sinal de atenção no Brasil.
A pasta divulgou, nesta quinta-feira (29), uma nota técnica sobre o vírus Nipah, agente infeccioso classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de alta patogenicidade e monitorado globalmente por seu potencial de causar surtos graves.
O que está por trás do alerta sobre o vírus Nipah
O comunicado ocorre após a confirmação de dois casos na Índia, ambos envolvendo profissionais de saúde, além da recomendação de quarentena para mais de 100 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com os infectados.
Apesar do cenário gerar apreensão, o Ministério da Saúde foi enfático ao afirmar que, no momento, “o risco de haver uma pandemia com o vírus Nipah é considerado baixo”.
Segundo a nota, o Nipah não é um agente novo. Ele foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, e desde então permanece restrito a algumas regiões do Sudeste Asiático, como Indonésia e Índia.
A transmissão pode ocorrer a partir de morcegos frugívoros, considerados hospedeiros naturais, além de porcos e, em situações mais raras, entre seres humanos, seja por vias respiratórias ou contato com superfícies contaminadas.
A doença pode provocar quadros de infecção respiratória aguda e encefalite, uma inflamação cerebral potencialmente fatal, o que explica a preocupação internacional. Ainda assim, o ministério ressaltou que o Brasil mantém protocolos de vigilância e resposta para agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições como a Fiocruz, o Instituto Evandro Chagas e a OPAS.
A própria OMS reforçou que a chance de disseminação global é baixa, destacando a rápida atuação das autoridades indianas. Diferentemente da covid-19, especialistas avaliam que o Nipah não apresenta, até agora, características de transmissão ampla e silenciosa.





