Em maio de 1926, a Ford Motor Company, gigante da indústria automotiva, implementou uma jornada de trabalho de 40 horas semanais em suas fábricas nos Estados Unidos. Essa mudança, que estabelece o modelo 5×2, reduziu a carga horária de seis para cinco dias por semana.
Este passo buscava aumentar a produtividade e atrair trabalhadores, além de impulsionar a economia por meio do consumo, permitindo mais tempo livre a seus funcionários. Nesta semana, a mesma escala de trabalho foi aprovada na Câmara Federal do Brasil.
A decisão da Ford não apenas respondeu aos apelos por melhores condições de trabalho, mas também estabeleceu um padrão que outras empresas passaram a seguir. Em 1938, os Estados Unidos criaram uma lei federal que reduziu a jornada de trabalho para 44 horas e, logo após, para 40 horas semanais, alinhando-se ao modelo já adotado pela Ford.
Marcha da inovação
Após a Segunda Guerra Mundial, o modelo 5×2 proposto pela Ford se difundiu globalmente. Corporações ao redor do mundo reconheceram que trabalhar menos horas não resultava necessariamente em perda de produtividade ou lucros.
Ao contrário, os resultados frequentemente mostraram aumento na eficiência. Este reconhecimento foi crucial para a popularização do modelo.
O Brasil e a transição para o modelo 5×2
Em 2026, o Brasil está prestes a adotar oficialmente a jornada 5×2. A proposta está em discussão no Congresso Nacional e visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Este movimento busca modernizar a legislação trabalhista e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. A transição deve ocorrer ao longo de 14 meses, sem implicar em redução salarial, e inclui a garantia de dois dias consecutivos de descanso, preferencialmente aos finais de semana.





