Um dos maiores animais do planeta voltou a chamar a atenção de pesquisadores e observadores da vida marinha após ser avistado no litoral brasileiro. Estamos falando de uma baleia-fin (Balaenoptera physalus), considerada a segunda maior espécie de baleia existente atualmente, um verdadeiro “monstro”. Ela foi avistada pelo capitão da embarcação Ximanguinho nas águas do Canal de São Sebastião, região localizada entre Ilhabela e o continente paulista.
O encontro é considerado incomum porque a espécie não costuma aparecer com frequência na costa do Sudeste. Embora esteja presente em diversos oceanos do mundo, a baleia-fin é mais associada a águas frias e temperadas, o que torna seus registros no litoral brasileiro eventos relativamente raros.
A observação ocorreu durante uma expedição de monitoramento de cetáceos e marcou o primeiro avistamento da espécie na região em 2026.
Por que a baleia-fin chama tanta atenção
A baleia-fin é considerada o segundo maior ser vivo do planeta, ficando atrás apenas da baleia-azul. Um indivíduo adulto pode ultrapassar 20 metros de comprimento, chegando a 27 metros e atingindo cerca de 80 toneladas.
Para efeito de comparação, o comprimento máximo da espécie supera o tamanho de muitos prédios residenciais de oito andares posicionados horizontalmente. Essa combinação de tamanho e peso faz da baleia-fin um dos maiores mamíferos já registrados pela ciência.
Além das dimensões impressionantes, o animal possui um corpo mais alongado e hidrodinâmico do que o observado em outras grandes baleias, característica que contribui para sua fama de nadadora veloz.
Espécie ainda enfrenta desafios de conservação
Apesar de ser um dos maiores animais da Terra, a baleia-fin sofreu uma forte redução populacional ao longo do século XX.
O principal motivo foi a caça comercial de baleias, atividade que levou à captura intensiva da espécie em diferentes regiões do planeta durante décadas. O impacto foi tão significativo que diversas populações apresentaram quedas acentuadas em seus números.
Embora acordos internacionais de proteção tenham contribuído para a recuperação de parte desses animais, a baleia-fin continua sendo classificada como vulnerável em avaliações globais de conservação.
Isso significa que, apesar dos avanços na proteção da espécie, ainda existem preocupações relacionadas à manutenção de suas populações a longo prazo.





