Após uma série de protestos realizados em São Paulo, motoboys finalmente conquistaram uma medida aguardada há anos: a isenção do pagamento de cursos e exames obrigatórios para atuação no trânsito. A decisão foi confirmada pelo governo estadual e representa um alívio imediato para trabalhadores que dependem da motocicleta para garantir renda.
A medida anunciada prevê que entregadores não precisarão mais pagar pelos cursos de capacitação exigidos por lei, nem pelos exames necessários para exercer a atividade. Além disso, também será garantido acesso gratuito à CNH digital para a categoria.
A iniciativa surge como resposta direta às manifestações organizadas por motoboys, que paralisaram importantes vias da capital paulista em protesto contra os custos e exigências impostas à profissão.
Na prática, o governo assume os custos de uma exigência que já existia na legislação, tornando o processo mais acessível para quem trabalha com entregas.
Protestos foram decisivos para a mudança
O movimento, conhecido como “Breque Geral”, reuniu centenas de motociclistas em diferentes pontos da cidade, incluindo avenidas importantes como Paulista, Pacaembu e Marginal Pinheiros.
Entre as principais reivindicações da categoria estavam:
- Redução de custos para regularização profissional
- Melhor remuneração por entrega
- Revisão de regras consideradas burocráticas
Após a mobilização, representantes do setor foram recebidos por autoridades, o que resultou no acordo que garantiu a gratuidade dos cursos e provas, além do cancelamento de penalidades relacionadas à exigência.
Categoria mantém pressão por melhores condições
Mesmo com o avanço recente, os motoboys seguem organizados em busca de mudanças mais profundas no setor. A categoria argumenta que os valores pagos pelas plataformas não acompanham a alta nos custos operacionais, como combustível e manutenção das motocicletas.
Entre as principais reivindicações estão a definição de uma tarifa mínima de R$ 10 por entrega, o pagamento de R$ 2,50 por quilômetro percorrido e o fim das corridas agrupadas sem remuneração adequada.
Os trabalhadores também criticam a prática das empresas de reduzir os ganhos quando há mais de um pedido no mesmo trajeto, o que, segundo eles, compromete a rentabilidade do serviço.





