O impacto da alta global dos combustíveis sobre as tarifas de transporte por aplicativo passou a integrar as preocupações da Uber, conforme declarou o CEO global da empresa, Dara Khosrowshahi, em entrevista à CNN Money na última quinta-feira (19). A afirmação ocorre em meio a um cenário de instabilidade no Oriente Médio e elevação do preço do petróleo, variáveis que, segundo ele, impõem cautela às decisões da companhia.
Sob a perspectiva do executivo, os reflexos do aumento do diesel e da gasolina no Brasil já estão sendo monitorados. Qualquer reajuste nas corridas, caso venha a ser aplicado, teria como função garantir a sustentabilidade da operação e aumentar a remuneração dos motoristas, embora a deliberação ainda esteja em fase de análise.
Motoristas temem que o possível reajuste da Uber seja insuficiente diante da alta no preço dos combustíveis, principalmente considerando que os valores podem variar a depender da região do país.
Uber defende percentual cobrado por corrida
Em outro trecho da entrevista à CNN, Khosrowshahi defendeu o percentual médio de 20% retido pela plataforma sobre o valor das viagens. O índice, alvo frequente de críticas por parte dos condutores, é classificado pelo CEO como componente estrutural do modelo de negócios.
Segundo sua argumentação, a taxa viabiliza a oferta do serviço em diferentes regiões, com impacto variável conforme a frequência de uso do aplicativo.
Os dados operacionais apresentados pelo executivo colocam o Brasil em posição de destaque. O país lidera o ranking global de viagens realizadas pela Uber, superando os Estados Unidos. Dentro desse recorte, a cidade de São Paulo concentra o maior volume de operações da empresa em território nacional.
A combinação entre a relevância do mercado brasileiro e as pressões externas sobre os custos de insumos, como os combustíveis, mantém a empresa em estágio de acompanhamento constante.





