Quem depende de ônibus para se deslocar em Foz do Iguaçu enfrentou uma manhã atípica: pontos cheios, atrasos e linhas reduzidas marcaram o início da paralisação dos motoristas do transporte coletivo.
A greve, iniciada após o fracasso nas negociações trabalhistas, interrompeu parte significativa da circulação e ainda não tem prazo para terminar.
Paralisação parcial impacta rotina e expõe impasse
O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sitrofi), que reivindica melhores condições de trabalho, manutenção de benefícios e reajuste salarial.
Segundo apuração do G1, a entidade comunicou que a decisão foi tomada após a empresa suspender pagamentos como vale-alimentação e cesta básica, além de divergências sobre adicionais pagos a motoristas que também exercem a função de cobrador.
Já a Viação Santa Clara (Visac) afirma que cumpre as obrigações previstas em acordo coletivo e apresentou proposta de reajuste de 5%, mantendo benefícios mesmo diante de dificuldades relacionadas a repasses financeiros. A empresa informou ainda que segue em negociação para tentar encerrar a paralisação e reduzir os impactos à população.
Durante a manhã, parte da frota ainda circulou, mas o serviço foi sendo reduzido ao longo do dia, especialmente após a concentração de veículos no Terminal de Transporte Urbano. Fora de horários definidos em assembleia, apenas o mínimo exigido por lei para serviços essenciais segue em operação.
Dados do FozTrans indicam que cerca de 54 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente na cidade, o que evidencia o impacto direto da paralisação. Até o momento, não há previsão para normalização completa do serviço, e a população precisa recorrer a alternativas para deslocamento enquanto as negociações continuam.





