O outono começou com uma promessa que pode surpreender muita gente: o frio típico da estação deve demorar mais para aparecer. Nas primeiras semanas, o cenário predominante será de temperaturas ainda elevadas em boa parte do país, com chuvas persistentes em várias regiões.
A transição entre o verão e o inverno, que costuma trazer dias mais amenos, será mais lenta em 2026. A tendência é de um outono menos rigoroso, com mudanças graduais — e não aquele “choque térmico” que muitos esperam.
Chuvas prolongadas e frio tardio marcam a estação
No Sudeste, estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro ainda devem enfrentar períodos de instabilidade, com pancadas de chuva frequentes e risco de temporais isolados. A queda de temperatura começa a aparecer de forma mais perceptível apenas a partir da segunda quinzena de abril, mas sem extremos no início.
No Centro-Oeste, o calor continua predominando, com tardes abafadas e episódios de chuva intensa, principalmente em Mato Grosso e Goiás. O avanço de massas de ar frio será pontual nas próximas semanas, atingindo principalmente o sul de Mato Grosso do Sul.
Já na Região Sul, o outono deve ter influência maior de sistemas que aumentam a umidade. Isso pode resultar em volumes de chuva acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina e Paraná. Apesar disso, o frio mais intenso tende a se consolidar apenas mais perto do inverno.
No Nordeste, a atuação de áreas de instabilidade mantém o tempo chuvoso em parte do litoral, com possibilidade de episódios fortes entre Salvador e Natal. Enquanto isso, o interior segue com calor e períodos mais secos. Na Região Norte, a previsão indica redução gradual das chuvas em algumas áreas, mas o clima ainda permanece quente e úmido.
Informações: Climatempo





