Não são os mecanismos de busca nem os softwares corporativos que ocupam o topo do ranking global de marcas mais valiosas em 2026. O primeiro lugar pertence à Apple, que alcançou um valor estimado em US$ 607,6 bilhões — cerca de R$ 3,1 trilhões na conversão atual.
O dado chama atenção não apenas pelo montante, mas pelo fato de a empresa manter a liderança em um cenário econômico mais cauteloso no mundo todo.
Por que a Apple segue no topo do ranking global
O levantamento faz parte do relatório Global 500 2026, divulgado pela Brand Finance, que avalia anualmente as 500 marcas mais valiosas do planeta. Juntas, elas somam US$ 10,4 trilhões, com crescimento de 11% em relação ao ano anterior — ritmo muito acima da expansão média da economia global.
No caso da Apple, o avanço foi mais contido, de 6%, mas suficiente para preservar a liderança. O resultado é atribuído principalmente à consolidação de seu ecossistema de serviços, como publicidade digital, nuvem e a App Store, que hoje respondem por uma fatia cada vez mais relevante da receita. Além disso, a empresa mantém demanda estável por seus produtos em mercados estratégicos das Américas, Europa e Ásia-Pacífico.
Outras gigantes aparecem logo atrás. A Microsoft ficou em segundo lugar após registrar crescimento expressivo de 23% no valor da marca. Na sequência surgem Google e Amazon, confirmando o domínio das empresas de tecnologia entre as primeiras posições do ranking.
A Brand Finance avalia tanto indicadores financeiros quanto a força da marca, que inclui reputação, familiaridade e preferência do consumidor. Segundo a consultoria, o valor de marca representa o benefício econômico que uma empresa poderia obter ao licenciar seu nome no mercado.
Nesse quesito, a Apple segue sendo o ativo mais poderoso do mundo corporativo pelo valor material e até mesmo pelo simbolismo dos seus produtos.





