A NASA deu mais um passo em direção ao sonho de levar humanos a Marte com uma tecnologia que pode transformar as viagens espaciais nas próximas décadas.
A agência espacial americana está testando um novo motor eletromagnético capaz de impulsionar espaçonaves de forma mais rápida, eficiente e com muito menos combustível do que os sistemas atuais.
Diferente dos foguetes tradicionais, que dependem da queima de combustível químico, o novo sistema usa eletricidade e campos magnéticos para acelerar partículas de lítio. O resultado é um motor mais econômico e capaz de operar continuamente por longos períodos no espaço.
Como funciona o motor que pode mudar a exploração espacial
Os primeiros testes aconteceram no Jet Propulsion Laboratory, nos Estados Unidos. O equipamento utiliza plasma de lítio para gerar propulsão e já alcançou uma potência até 25 vezes superior à dos motores iônicos usados atualmente em missões espaciais.
Durante os experimentos, o interior do propulsor atingiu temperaturas extremas, superiores às da lava vulcânica, enquanto partículas ionizadas eram aceleradas em alta velocidade dentro de uma câmara de vácuo gigante criada especialmente para esse tipo de teste.
Segundo a NASA, a tecnologia pode reduzir drasticamente o tempo necessário para viagens ao espaço profundo, incluindo futuras missões tripuladas ao chamado “Planeta Vermelho”.
Os pesquisadores afirmam que o equipamento pode consumir até 90% menos propelente em comparação aos foguetes convencionais. Isso representa uma vantagem enorme para missões longas, que hoje enfrentam limitações de peso e abastecimento.
Apesar de o conceito existir desde os anos 1960, a tecnologia nunca havia atingido níveis considerados viáveis para operações reais. Agora, o desafio da NASA é garantir que o sistema consiga funcionar de forma estável sob calor extremo e por períodos prolongados.
A agência também trabalha em um projeto de nave com pequeno reator nuclear para alimentar esses motores no espaço profundo, ampliando ainda mais o potencial de futuras viagens interplanetárias.





