O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou nesta terça-feira (16) a política de restrições migratórias e passou a proibir totalmente a entrada de cidadãos de 38 nacionalidades, entre vetos integrais e limitações parciais. A decisão foi formalizada por meio de uma ordem executiva, que entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, e é justificada pelo governo americano com base em segurança nacional.
Além dos países, a medida também barra pessoas que utilizem documentos emitidos ou reconhecidos pela Autoridade Nacional Palestina, ampliando o alcance das restrições já impostas anteriormente.
Sete novos países entram na lista de veto total
Com a atualização, sete novas nações passaram a ter proibição total de viagem aos Estados Unidos. São elas: Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul, Síria, Serra Leoa e Laos. No caso de Serra Leoa e Laos, a restrição foi agravada, antes, os países estavam sujeitos apenas a limitações parciais.
Segundo o texto assinado por Trump, a entrada desses cidadãos representa um risco, já que o governo americano afirma não ter informações suficientes para avaliar antecedentes e identidade dos viajantes.
Autoridade Palestina também é afetada
A ordem executiva veta ainda a entrada de pessoas que utilizem documentos de viagem emitidos ou avalizados pela Autoridade Nacional Palestina. Na prática, Washington já vinha dificultando a concessão de vistos a palestinos, inclusive para atividades diplomáticas. Em setembro, autoridades palestinas tiveram vistos negados para participar da Assembleia Geral da ONU.
Outros 15 países sofrem restrições parciais
Além do veto total, 15 países passaram a enfrentar restrições parciais de entrada nos EUA. São eles: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malauí, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue.
Nesses casos, as limitações variam conforme o tipo de visto solicitado, afetando principalmente turistas, estudantes e viajantes a negócios.
Lista anterior segue em vigor
A ampliação se soma a medidas adotadas em junho deste ano, quando Trump já havia imposto proibição total a cidadãos de 12 países, que permanecem na lista: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.
Também continuam válidas as restrições parciais aplicadas a Burundi, Cuba, Togo e Venezuela. Com isso, o total chega a 19 países com veto completo e 19 com limitações parciais, além da Autoridade Nacional Palestina.
Quem está isento das restrições
As medidas não se aplicam a todos os casos. Estão isentos:
- Pessoas que já possuem visto válido;
- Residentes permanentes legais dos Estados Unidos;
- Portadores de vistos específicos, como diplomatas e atletas;
- Casos considerados de interesse nacional pelo governo americano.
Por que a lista foi ampliada
Embora o combate à imigração seja uma marca da presidência de Trump, a Casa Branca citou eventos recentes como motivação para endurecer as regras. Entre eles, a prisão de um cidadão afegão suspeito de um ataque que matou uma mulher e feriu soldados da Guarda Nacional em Washington, em novembro.
Além disso, o governo americano mencionou dificuldades na verificação de identidade, alegando problemas como corrupção, documentos civis fraudulentos, antecedentes criminais não confiáveis e altos índices de permanência ilegal após o vencimento de vistos.
Trump também citou episódios de violência internacional, como ataques atribuídos ao Estado Islâmico na Síria, e voltou a criticar países que, segundo ele, se recusam a receber seus cidadãos deportados.
Impacto imediato
As novas regras afetam tanto quem deseja visitar os Estados Unidos quanto quem pretende imigrar, e devem gerar impactos diplomáticos e humanitários significativos. Com a entrada em vigor prevista para o início de 2026, o tema promete reacender o debate internacional sobre imigração, segurança e direitos humanos.





