Uma atividade diferente, acessível e sem impacto vem ganhando espaço entre pessoas com mais de 60 anos. O método, conhecido como Drums Alive, combina movimentos rítmicos com música e percussão para estimular o corpo e o cérebro ao mesmo tempo — sem exigir esforço intenso das articulações.
Um estudo conduzido na cidade de Chemnitz avaliou os efeitos dessa prática em idosos. Ao longo de um mês, participantes realizaram duas sessões semanais de 45 minutos. Divididos em grupos, parte deles seguiu o treino com percussão, enquanto os demais fizeram exercícios tradicionais de coordenação.
Exercício mistura ritmo, movimento e ganhos cognitivos
Os resultados chamaram atenção. O grupo que praticou o método rítmico apresentou melhora média de cerca de 9,5% em desempenho físico e cognitivo, além de um aumento significativo no engajamento. O nível de motivação cresceu mais de 30%, indicando que o fator diversão pode ser decisivo para manter a regularidade.
A principal vantagem está no baixo impacto. Diferente de atividades como corrida ou até mesmo caminhadas mais intensas, o exercício protege articulações como joelhos e quadris. Isso permite que seja praticado com segurança, inclusive por pessoas com mobilidade reduzida — muitas vezes até sentado.
Outro diferencial é o estímulo multissensorial. Ao acompanhar o ritmo da música com movimentos coordenados, o praticante ativa memória, concentração e coordenação motora. O cérebro precisa processar comandos constantemente, o que contribui para a saúde cognitiva.
A prática também é simples de adaptar. Em casa, é possível improvisar com objetos como baldes, almofadas ou superfícies firmes, utilizando colheres de madeira como baquetas. A intensidade varia conforme a capacidade individual, tornando o exercício democrático.
Combinando movimento, música e acessibilidade, o método surge como alternativa eficiente para quem busca se manter ativo com segurança na terceira idade.





