Um neurocirurgião vascular tem chamado atenção para o impacto direto das bebidas no risco de acidente vascular cerebral (AVC). Em entrevistas à coluna de Claudia Meireles, do Metrópoles, Victor Hugo Espíndola afirmou que dois tipos de consumo merecem alerta máximo.
Segundo ele, o uso frequente dessas bebidas pode elevar a pressão arterial, favorecer processos inflamatórios e aumentar a probabilidade de obstruções nos vasos cerebrais, fatores decisivos para a ocorrência do AVC. Estamos falando da cerveja e destilados.
Bebidas que podem ajudar a proteger o cérebro
O médico explica que, embora o álcool seja socialmente aceito, ele provoca alterações no metabolismo, sobrecarrega o sistema cardiovascular e pode levar a picos de pressão. “Essas variações são perigosas, principalmente para quem já tem histórico de hipertensão, colesterol alto ou doenças cardíacas”, destaca.
Se algumas escolhas elevam o perigo, outras podem atuar como aliadas. De acordo com o especialista, o consumo moderado de chá e café está relacionado à redução do risco de AVC. Essas bebidas são ricas em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, que ajudam a preservar os vasos sanguíneos e a melhorar a circulação.
Espíndola cita estudos internacionais, incluindo uma pesquisa publicada na revista PLOS Medicine, que acompanhou mais de 365 mil pessoas entre 50 e 74 anos. Os resultados indicaram que quem consome café e chá regularmente tende a apresentar menor incidência de eventos cerebrovasculares, especialmente quando o hábito é combinado a uma rotina saudável.
Apesar dos benefícios, o médico faz um alerta: exagerar não é a solução. O excesso de cafeína pode causar aumento da pressão arterial e palpitações.
Pessoas com doenças cardiovasculares devem buscar orientação antes de mudar hábitos. Segundo o neurocirurgião, prevenção passa por escolhas simples, mas consistentes no dia a dia. Pequenas mudanças no consumo diário podem ter impacto real e duradouro na saúde do cérebro ao longo da vida.





