De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias estatal KCNA na última terça-feira (17), a constituição da Coreia do Norte pode sofrer mudanças significativas ainda neste mês de março.
Isso porque a recém-eleita Assembleia Popular Suprema do país programou uma reunião para o dia 22 que servirá não apenas para implementar um novo plano nacional de políticas, mas também para deliberar sobre uma possível revisão constitucional.
Entre as principais alterações, está uma emenda que poderia classificar a Coreia do Sul como um Estado hostil, abandonando oficialmente o objetivo histórico de “reunião pacífica” entre os dois países que, até então, se enxergavam como um único povo dividido temporariamente.
Desta forma, o Norte passaria a considerar seu vizinho como um inimigo estrangeiro comum e, assim, teria uma justificativa legal para justificar o uso de força militar, incluindo armas nucleares, contra o Sul caso julgue necessário.
Embora a assembleia seja responsável por legislar e administrar políticas em todas as áreas do governo norte-coreano, a decisão final sobre as medidas são definidas pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia, o qual o líder supremo Kim Jong-Un, que já declarou não concordar com a união entre os países, atua como secretário.
Assembleia norte-coreana analisará novo plano de políticas para o país
Conforme mencionado anteriormente, a assembleia também avaliará os efeitos decorrentes da implementação de um plano quinquenal de políticas públicas que foi adotado pelo Partido dos Trabalhadores no mês passado.
O projeto incluiu até mesmo uma promessa feita por Kim Jong-un para fortificar as defesas do país, expandindo o poderio nuclear da Coreia do Norte e investindo no desenvolvimento de armas como mísseis de longo alcance mais potentes.
Embora o líder norte-coreano não tenha sido anunciado entre os candidatos que ganharam assentos na assembleia, sua irmã mais nova, Kim Yo-jong, apareceu entre os eleitos e seguirá falando pelo irmão em assuntos diplomáticos.





