Mesmo tendo sido definido por meio da fórmula que soma a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), criada justamente para proteger o poder de compra dos trabalhadores, o salário mínimo de R$ 1.621 atraiu críticas.
Todavia, ainda que tenha ficado abaixo das previsões iniciais, o valor ao menos parece estar cumprindo com um de seus objetivos centrais para uma parcela significativa da população brasileira, conforme observado pela pesquisa BTG/Nexus.
Conforme divulgado pelo jornal O Globo, o relatório revelou que, entre famílias com renda de um a dois salários mínimos, a percepção de melhora do poder de compra parece ser maior em comparação com 2022, chegando a 46%.
Vale destacar que esse indicador supera o índice dos que percebem uma piora, que atingiu 30%, o que indica que grande parte da classe média baixa sente com mais clareza o alívio da inflação controlada e dos reajustes salariais.
Realizada entre os dias 22 de 24 de maio, a pesquisa BTG/Nexus entrevistou, por telefone, cerca de 2.045 pessoas de diferentes classes sociais para consolidar os dados apresentados.
Famílias com rendimentos acima de cinco salários mínimos apresentam opinião contrária
Nas faixas mais altas de renda, o otimismo desaparece, uma vez que a percepção de perda do poder de compra atinge o nível máximo justamente entre as famílias com rendimentos superiores a cinco salários mínimos.
Embora a sensação de melhora se diferencie dos resultados de famílias com rendas de até dois salários mínimos por apenas três pontos percentuais, a pesquisa BTG/Nexus também revelou que, para as classes mais abastadas, a percepção de piora chegou a 39%.
Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esse resultado pode derivar principalmente das variações de serviços e itens de maior valor agregado aos quais as famílias mais privilegiadas estão potencialmente mais expostas.





