Uma mudança recente nas regras de circulação promete impactar diretamente milhares de trabalhadores que tiram o sustento do volante no Rio de Janeiro. À primeira vista, a decisão parece técnica mas, na prática, a atualização acende um alerta importante sobre prazos, custos e planejamento.
A Prefeitura do Rio publicou o Decreto nº 57.604, que estabelece que carro com até 10 anos de fabricação passa a ser o limite para atuar como táxi no município. A medida segue decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que suspendeu uma lei anterior e reforçou que veículos mais antigos representam maior risco de falhas mecânicas e emissão de poluentes.
Carro com mais de 10 anos não poderá ser táxi no Rio
A nova regra define dois critérios centrais: limite de idade para ingresso no sistema e prazo máximo de permanência. A partir de agora, um veículo só pode entrar na frota de táxis do Rio se tiver até dez anos de fabricação. Além disso, nenhum carro poderá permanecer no sistema por mais de uma década, contada a partir do ano de fabricação.
Para evitar impacto imediato, a prefeitura criou um cronograma de transição. Táxis já em circulação, fabricados entre 2010 e 2014, poderão continuar rodando, mas apenas até 2030. Veículos de 2015, por exemplo, poderão operar até 2031, e assim sucessivamente, seguindo uma tabela escalonada de retirada.
Até 31 de dezembro de 2026, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) ainda poderá autorizar a entrada de carros usados com ano de fabricação a partir de 2015. Esses veículos, porém, também ficarão sujeitos ao calendário oficial de saída.
Na prática, a decisão muda o planejamento financeiro da categoria. Quem depende do carro para trabalhar como táxi no Rio precisará considerar o limite de fabricação, o tempo restante de uso permitido e a necessidade de renovação da frota.





