As autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram, no último dia 4 de agosto, um caso raro de infecção humana por um verme parasita que corrói tecidos, conhecido como miíase, causada pela varejeira-do-novo-mundo (espécies do gênero Cochliomyia). O animal é uma mosca cujas larvas infectam principalmente o gado.
O paciente tinha voltado recentemente de El Salvador, e levantou um sinal de alerta nas autoridades, mas sem desespero. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) colaboraram nas investigações.
Importante ressaltar que este tipo de infecção não se transmite entre pessoas, pois resulta da exposição a larvas que se alimentam de tecido, seja por ferimentos ou por contato com material contaminado. Desta forma, não há qualquer chance que a situação se torne uma pandemia, já que não existe o contato via humanos.
Apesar da precipitação, o ocorrido é isolado e muito específico. Não há transmissão em larga escala como em problemas respiratórios e o próprio Covid-19, doença que “parou o mundo” entre 2020 e 2022. As autoridades deixaram claro que a população não está sob riscos.
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Vale destacar que a varejeira-do-novo-mundo já foi considerada erradicada dos Estados Unidos há mais de trinta anos. Houve a criação de um programa internacional de controle que contou com moscas estéreis para conter a reprodução da espécie. O reaparecimento criou um sinal de alerta científico, mas sem qualquer ameaça de alto nível.
A recomendação dos órgãos de saúde é que viajantes que retornem de locais rurais na América Central ou do Sul, locais nos quais ainda há a existência do parasita, cuidem ainda mais de possíveis feridas e busquem por atendimento médico.





