Quem usa vale-alimentação no dia a dia deve se preparar para mudanças que já começaram a mexer com o funcionamento do benefício e ganham força ao longo de 2026. As novas regras atingem desde o repasse de valores aos restaurantes até a forma como os cartões são aceitos no comércio, com impacto direto na experiência de milhões de trabalhadores.
As alterações fazem parte de um decreto que atualiza o Programa de Alimentação do Trabalhador, política pública criada para garantir acesso à alimentação por meio do emprego formal. O texto estabelece limites para taxas cobradas pelas operadoras e encurta prazos de pagamento aos estabelecimentos, medidas que já estão em vigor em todo o país.
O que muda no vale-alimentação e por que isso importa
Uma das principais mudanças é o teto para as tarifas cobradas dos supermercados e restaurantes. A taxa total de desconto passa a ser limitada a 3,6%, enquanto a taxa de intercâmbio fica restrita a 2%.
Além disso, o valor das vendas feitas com vale-alimentação ou vale-refeição deverá ser repassado em até 15 dias corridos, reduzindo significativamente o prazo praticado até então.
Outro ponto que chama atenção é a transformação gradual do sistema de aceitação dos cartões. Hoje, muitos benefícios funcionam em redes fechadas, aceitas apenas em determinadas maquininhas. A nova regra prevê a interoperabilidade, permitindo que diferentes cartões sejam aceitos em vários estabelecimentos, independentemente da operadora.
Para quem recebe o benefício, a promessa é de mais liberdade de escolha, sem redução do valor mensal e com uso exclusivo para alimentação. Para empresas e comerciantes, a expectativa é de contratos mais equilibrados e maior previsibilidade. A mudança sinaliza um redesenho em um benefício essencial para o orçamento de milhões de famílias brasileiras.





